Até que ponto podemos chegar para entendermos as pessoas?
Será mesmo necessário ter que entendê-las para tudo fazer sentido?
Como uma pessoa é
capaz de adivinhar o quê o outro pensa, sente, sem ao menos tentar
compreendê-la e conhecer seus reais motivos? Julgar é fácil, são os erros que
mais ficam visíveis. São as mancadas que ficam marcadas, mas querer aprender
sobre o outro, entender o porquê de seus erros
,e então, ter uma base para julgar, parece ser a coisa mais difícil quando
na verdade é a coisa mais fácil, e acima de tudo, mais prazerosa.
Imagine conhecer seus
amigos, entendê-los e aceitá-los, rirem só de trocar olhares, não é
maravilhoso? Maravilhoso em saber que mesmo com todos os defeitos, eles ainda
estarão lá contigo para ajudar, brigar e conversar. Quando você pega alguém para entender e/ou ajudar
pois está com problema, às vezes esse
não consegue falar , ou simplesmente não quer. A única coisa que o deixaria
confortável seria um abraço, apenas um gesto. Não haveria necessidade de se
falar nada, saber que o abraço recebido é sincero, esse é o melhor conforto e
ajuda que possa dar.
As palavras, por mais
bem intencionadas ditas, podem ainda ferir, não ajudando, mas piorando ainda
mais a situação. Quando você pega alguém pra confiar, você espera ver um
espelho de trocas: espera-se que, ao mesmo tempo em que estará lá por alguém,
este faça o mesmo. Sabemos que isso não acontece na realidade.
Ai , bate aquela
questão: “ eu achava que o conhecia “. Por que que não pôde conhecer? Será que foram
máscaras, ou fora a insegurança e o medo e se expor? Se fossemos sinceros
sempre, percebermos que aquele ali quer o seu bem, suas atitudes erradas
perdoaria?
Eu sempre acho que
posso contar com todos, mas eu sei que sempre me entrego mais. .E o retorno
quase sempre é decepcionante. Vejo amigos que dizem que se importam e tudo
mais, mas na hora h, quando se mais precisa,
não está lá por algum motivo ou desculpa. Vê como trata você e os outros, se
pergunta onde foi que errou. Confiou
demais, esperou demais? Qual o conceito?
Talvez eu devesse dar espaço pros outros, assim como eles
devem me mostrar suas intenções e deveres. Perceberem que atitudes magoam, e
que se redimir não é só pedir desculpa.
Isso vale pra mim também, infelizmente. Afinal, ninguém é perfeito. O mais gozado de tudo isso é que mesmo assim, a gente perdoa.
Talvez isso tudo seja uma ponta solta dessa grande e confusa rede duradoura chamada de amizade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário