terça-feira, 28 de agosto de 2012

Amizades: Vivemos sem?


Até que ponto podemos chegar para entendermos as pessoas? Será mesmo necessário ter que entendê-las para tudo fazer sentido?
 Como uma pessoa é capaz de adivinhar o quê o outro pensa, sente, sem ao menos tentar compreendê-la e conhecer seus reais motivos? Julgar é fácil, são os erros que mais ficam visíveis. São as mancadas que ficam marcadas, mas querer aprender sobre o outro, entender o porquê de seus erros  ,e então, ter uma base para julgar, parece ser a coisa mais difícil quando na verdade é a coisa mais fácil, e acima de tudo, mais prazerosa.
 Imagine conhecer seus amigos, entendê-los e aceitá-los, rirem só de trocar olhares, não é maravilhoso? Maravilhoso em saber que mesmo com todos os defeitos, eles ainda estarão lá contigo para ajudar, brigar e conversar.  Quando você pega alguém para entender e/ou ajudar pois está com problema,  às vezes esse não consegue falar , ou simplesmente não quer. A única coisa que o deixaria confortável seria um abraço, apenas um gesto. Não haveria necessidade de se falar nada, saber que o abraço recebido é sincero, esse é o melhor conforto e ajuda que possa dar.
 As palavras, por mais bem intencionadas ditas, podem ainda ferir, não ajudando, mas piorando ainda mais a situação. Quando você pega alguém pra confiar, você espera ver um espelho de trocas: espera-se que, ao mesmo tempo em que estará lá por alguém, este faça o mesmo. Sabemos que isso não acontece na realidade.
 Ai , bate aquela questão: “ eu achava que o conhecia “. Por que  que não pôde conhecer? Será que foram máscaras, ou fora a insegurança e o medo e se expor? Se fossemos sinceros sempre, percebermos que aquele ali quer o seu bem, suas atitudes erradas perdoaria?
 Eu sempre acho que posso contar com todos, mas eu sei que sempre me entrego mais. .E o retorno quase sempre é decepcionante. Vejo amigos que dizem que se importam e tudo mais,  mas na hora h, quando se mais precisa, não está lá por algum motivo ou desculpa. Vê como trata você e os outros, se pergunta onde foi que errou.  Confiou demais, esperou demais?  Qual o conceito?

Talvez eu devesse dar espaço pros outros, assim como eles devem me mostrar suas intenções e deveres. Perceberem que atitudes magoam, e que se redimir não é só pedir desculpa.  Isso vale pra mim também, infelizmente. Afinal, ninguém é perfeito. O mais gozado de tudo isso é que mesmo assim, a gente perdoa. 

 Talvez isso tudo seja uma ponta solta dessa grande e confusa rede duradoura chamada de amizade.

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