Sabe aquela vontaaade de se expressar, soltar tudo que vem à mente e foda-se o resto?
Tacar o fogo, chutar o balde e apenas se expor ao mundo, bostejando, dialogando, confessando tudo que lhe tem direito? Então...
Vejamos, na realidade é tudo muito simples! Somos livres pra nos expressar, porém vem aquela consciência chata chamada Culpa que nos impede. Vai à merda! Alguém tem que dizer pra mostrar opiniões e achar soluções (porque sempre reclamamos), melhorar o meio de comunicação entre as pessoas. Sua amiga tá indo numa festa mais brega que os figurinos do Zorra Total, você não vai falar que tá horrível, sem nexo, pra não chateá-la? Ah! Então não é amiga! Peloamor! Ou então, seu amigo tá saindo com uma piranha interesseira, sendo feito de trouxa (serve pras mulheres também) e você vai deixá-lo se fuder? Concordo que dependendo da pessoa é até legal ver, mas mesmo assim é muita maldade! (cof)
Por que não falar pra sua mãe não encher mais o saco? Por que não mandar o professor enfiar a prova no cu? Por quê?
Ai vem aquele sentimento chato que conhecemos por Culpa, que querendo ou não, já te livrou de tanta cagada. Então surgiram as redes sociais e suas festinhas: indiretas e....indiretas. Nada contra , é apenas um modo de nos expressarmos com o outro indiretamente, mas existe dois casos que podem ser excluídos: a indireta do renegado e a do raivoso. Tem algo pra falar de alguém, fala na cara e não poste coisas do tipo " Ai, odeio gente que se bla bla bla" etc porque ai você também se torna hipócrita. Pior é aquela que posta " Odeio gente que posta indireta e não vem falar na minha cara!" HELLO! Sem comentários, né?(Isso pode servir como indireta, indiretamente)
Até quando sua intenção não é mandar, mas quando compartilhado alguma imagem no facebook, acaba se tornando uma beeeeeeeeem la no fundo. Afinal, todo mundo manda.
Voltando na Culpa, tudo que ela faz é te livrar de certos problemas: mandar a mãe encher o próprio saco acarreta mais na encheção do seu lado, porque além do que você jé ia ouvir, terá também um puta sermão de como você é isso e aquilo; professor pode enfiar a prova no cu, só se for no seu. Além de um baita borrão, sua DP é garantida pelo resto dos anos da faculdade. Entre outros casos, sabemos que não podemos nos expressar porque, alguma coisa posta socialmente, nos coloca em algumas posições de punições moralistas, julgamentos e exclusões.
Declarar-se é uma coisa que pode. Farei uma parte hipócrita, mas beleza( hipócrita da minha parte, porque eu falo mas não faço): devemos falar pra aquela pessoa nossos sentimentos. Você pode ter medo, insegurança e tudo aquilo que lhe é normal, mas como que saberá se não arriscar? 50% de ouvir um sim ou um não, que diferença faz? Você já tem um não, por que não correr atrás do Sim? Às vezes falando, o outro começa a perceber e entender o seu lado e muita coisa pode mudar. Caso sua luta continue no não, seu sofrimento será menor do que ficar nessa angústia de fala/ não fala. Porém, sempre tem o outro lado da moeda, e este pode ser o que deseja. Não imediatamente, mas abrirá o caminho para o sim de uma forma mais rápida! ( hipocrisia falando, mas eu me fodo depois).
E se falássemos nos declarando? " Ai menina, eu nunca gostei de você, mas alguma coisa em mim me deu coragem pra falar contigo. Você tem uma cara de antipática, metida, mas no fundo deve ter um bom coração que eu não quero conhecer. Falo desse jeito pra ser mais sútil e causar mais impacto". - dei uma viajada bruta, mas vejam como declaração - seria muito mais legal! E melhor, pode!
Quer culpar alguém sem ser a culpa? Culpe o seu universo e seu carma. Se chegou até aqui, leu esse texto, parabéns, você agora sabe como se expressar! Puxa, coragem viu?! (Para não entendedores, fui irônica)
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