sábado, 13 de abril de 2013

Uma mão cheia de areia.



  É como levar um caldo na praia. É de repente, é ridículo.

 Se pudesse ver você mesma, como um clone, o que diria? Como reagiria? E se na verdade esse clone fosse  tudo que já imaginou, esperanças, sonhos? Quando fosse tocá-lo, veria que não passa de uma miragem, de um objeto abstrato. Sentiria que tudo aquilo que um dia imaginara não passou de uma simples ilusão, um sonho.

 Tudo que você quer é esquecer e viver a vida, mas o passado e aquele remorso de que "eu poderia ter feito algo" ainda consome toda a inocência, e perturba a mais delicada mente. Na verdade, nada mudaria.
 Eram apenas sonhos  e uma hora temos que acordar...Nem que seja da pior maneira possível.


  Areia que o vento levou.

Um comentário:

  1. Bela obra, me sinto assim, como você!
    Resumiu em belas frases esses momentos de angústia que passamos.
    Grande abraço e sucesso!

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