Sinto falta daqueles momentos em que eu poderia jogar conversa fora, mesmo se você
ouvisse calado. Contar minhas aventuras, sonhos, conquistas, esperanças e
tristezas. Falar das coisas inúteis e fúteis, de como o mundo da moda é,
Hollywood então... Eu dava risada sozinha na maior parte das vezes, porque você
apenas me olhava quieto, fixando-o ( seu olhar) no meu sem nenhuma expressão.
Lembra aquela vez que
te abracei forte porque tinha acabado de assistir um filme de terror e não conseguia
dormir? Seu corpo me aqueceu e me fez adormecer, dormi feito morto. Foi tão bom! Sabe o que é dormir
com aquela pessoa, coisa que mais gosta? Onde todo seu mundo se transforma, não
há problemas apenas felicidade e sonhos? Fantasias, castelos, reis e princesas, mundo
mágico, paralelo, etc... Você sempre me trouxe essa sensação que nada podia me
derrubar. Era invencível.
Até que você foi embora. Embora.
A dor foi inexplicável. Nada foi o mesmo por um tempo:
saudades imersas na triste dor, restando apenas memórias. Não tinha mais aquele
que me dava forças, me protegia, me fazia a pessoa mais feliz do mundo. Não. O único me deixou. Mas tudo na vida se dá um
jeito e temos que seguir em frente, dominando todo o azar e a mágoa,
transformando-os em forças positivas. Foi o que fiz. Demorou um tempo para me acostumar com a
ideia e ver que não podia me apegar à sentimentos passados. Hoje estou
aqui, fiz uma bela jornada.
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